terça-feira, 28 de julho de 2009

Sorte

"Tirei a sorte grande!" - sussurrou. "Falo baixo para que não descubram. Para se ter uma sorte assim, só com muito merecimento! Nem sei se mereço tanto..." - refletiu para si mesma.

E este foi o dia em que conheci Dirceu. Te amo!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tudo pra fora.

Há tantas coisas aqui dentro. Tanto pra se falar, tanto a ser escrito. O que faz falta é o alguém possível e passível de ouvir isso tudo. Escrevo para que não se prendam em mim as palavras. Palavras estas que representam cada partícula de sentimento, cada fagulha que acontece em mim. Por dentro, lá dentro. Tem que ir pra fora, porque senão cristaliza e dói. Ai, como me cansa sentir.............................Sinto demais, e se não sentisse tanto, já não seria eu mesma. Ergo os olhos para que não me fujam os pensamentos, mas eles estão sempre por aí, circulando. Às vezes, temo que os ouçam, ouçam aqueles que não consigo dizer. A transparência é tamanha, que já não controlo mais quais estão para fora, e quais estão para dentro. Ufa! Saiu e há um alívio momentâneo. Daqui a pouco os sentimentos e pensamentos se renovam e ficará pesado respirar novamente.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ele no metrô

Usava calças vermelhas quadriculadas e um velho tênis nike. Tinha um corte de cabelo engraçado, meio roxo, meio preto, meio louro. Usava uma blusa preta de botões e mangas compridas. Tinha nas mãos uma barra de chocolate Hershey´s e um pacotinho de amendoim. Misturava os dois na boca e gostava da sensação de doce e salgado, os dois juntos, lutando pra ver qual sabor predominaria. Ela olhava pra ele pelo reflexo do vidro do metrô, mas ele nem a notava. Ela ouvia música e se mexia de quando em quando a fim de ser notada por ele. Chegou em sua estação e ele saltou também. Saiu andando na frente e nunca mais o viu.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Eu não sei de mais nada.
Quando achei que já sabia de tudo, percebi
Que na verdade, continuava não sabendo de nada.
Não quero mais nada. Nem saber de nada
Daqui a pouco passa, mas por enquanto,
é assim que vai ser.
Tá doendo o não saber.
E o saber também.
Eu quero tudo.
E não quero nada.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Eu me rendo!

Não, este não é mais um texto sobre a violência no Rio. Este é um texto sobre como me rendi à modernidade.(haha)
Estava eu, feliz e contente com meu discman com rádio, enquanto todos possuíam seus mp3players. E o meu discman nem mp3 lia coitado, e eu, muito humilde, me contentava com as 12 músicas de um cd normal. Até que meu discman, resolveu não funcionar direito, e a qualquer movimento brusco(tipo: respirar), ele não tocava mais cd algum. Apelei então, para as rádios fm, o que de nada adiantou, já que pego o metrô todo dia e lá embaixo não há rádio que pegue.
E então, na semana passada, meu pai, me deu um mp3player, e eu sucumbi. Sucumbi à modernidade, sucumbi, me rendi, me apaixonei e me viciei já. Que mundinho fascinante. E ainda ganhei o de 1gb. Que capacidade, que praticidade! Tenho mais de 150 músicas, de vários estilos diferentes e ainda sobra espaço!!! Posso pular, dançar no metrô, que ele não pára de tocar! Estou realizada!!! Minha vida ganhou cor!! Agora estou sempre ouvindo música, é ótimo!!! Nossa, tá parecendo comercial da sony ericsson. Parei. Só quis contar as maravilhas deste bichinho. Até mais.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

18 dias!!!

E faltam 18 dias para o meu aniversário!! Sim, sou uma criança e conto os dias para o meu dia!!!

Hoje tive uma sensação bem legal, peguei um vagão do metrô completamente vazio. E por uma estação, eu fui a única ocupante de um vagão inteiro. Foi ótimo. Não ver ninguém, não ter que olhar para ninguém, ótimo. Sim, eu sou meio anti-social. Mas ao mesmo tempo não sou, gosto do metrô justamente por isso, por obrigar as pessoas a olhar umas às outras. Foi muito bom ficar sozinha por aquela fração de tempo, embora na vida, este seja meu maior medo, a solidão. Não ter para quem ligar, não ter com quem estar...Mas eu tenho, e não acho que deixarei de ter pessoas à minha volta tão cedo. Eu tenho medo mesmo, é do ser humano em si, que age de forma animalesca e me faz desejar estar só. Sempre só.