quinta-feira, 24 de março de 2011

7 anos sem ela.

Hoje faz sete anos que ela se foi. A dor de sua ausência continua por aqui doendo. A ferida ainda está aberta. Deixei de cuidar da ferida e passei a ignorá-la, esperando que desta forma, ela se cure sozinha. Como um machucado em casca, que evitamos molhar durante o banho, eu evito molhar minha ferida aberta com minhas lágrimas, durante a vida. Choro e dói. Quando choro, parece que a casca da ferida amolece e fica mais difícil que ela cicatrize. Enxugo o rosto, respiro fundo e continuo. Não sou mais criança, e não mais acredito na frase que ouvimos quando pequenos em relação aos machucados "vai passar, calma.". Não passa. Cicatriza, talvez. A casca caiu, e ficou aquela marquinha branca na pele, que me dói toda vez que olho pra ela. A ferida aberta que não fecha.

Saudade é pouco. Como diz na tatuagem que fiz pra você mãe, "Aonde quer que eu vá, levo você no olhar." Te amo eternamente.

À pessoa que mais amo.

Um comentário:

Marluce disse...

Palavras tão bonitas, Lídia, tão forte... Acho que elas chegaram aos devidos ouvidos.